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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

XAROPE PARA A ANEMIA






Ingredientes:

  • 2 beterrabas grandes raladas
  • chávena (chá) de rapadura ralada
  • ½ chávena  (chá) de água


Preparação:
Em uma panela de ferro cozinhe todos os ingredientes por mais ou menos quinze minutos (após levantar fervura).

O lume deve estar baixo e é importante mexer sempre com uma colher de pau para não agarrar no fundo.

Depois que esfriar, coe o xarope e guarde em um vidro limpo.


Posologia:
Tomar uma colher (sopa) do xarope de beterraba três vezes ao dia.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ANEMIA - O QUE É?






A anemia é uma condição na qual o sangue tem quantidade de células vermelhas menor do que o normal. Anemia também pode ocorrer se as células vermelhas não contêm hemoglobina suficiente. A hemoglobina é uma proteína rica em ferro que dá ao sangue sua cor vermelha. Essa proteína ajuda as células vermelhas a carregar oxigénio dos pulmões até o resto do corpo. 
Quando a pessoa tem anemia o corpo não recebe sangue rico em oxigénio suficiente. Como resultado, a pessoa pode se sentir cansada e ter outros sintomas. Com anemia severa ou de longa duração, a falta de oxigénio no sangue pode danificar o coração, cérebro e outros órgãos do corpo. Anemia muito grave pode até ocasionar morte.


Células sanguíneas e anemia


A células vermelhas sanguíneas carregam oxigénio e removem dióxido de carbono do organismo. Essas células são fabricadas na medula óssea e vivem em torno de 120 dias na corrente sanguínea. Células brancas sanguíneas e plaquetas também são fabricadas na medula óssea. As células brancas ajudam a combater infecções. Plaquetas se unem para selar cortes ou rupturas nas paredes dos vasos sanguíneos e para o sangramento. Em alguns tipos de anemia a pessoa pode ter poucas quantidades de todos os três tipos de células sanguíneas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013







Chá desintoxicante


Ingredientes:

§  1 colher (sopa) de salsaparrilha
§  1 colher (sopa) de dente de leão
§  1 colher (sopa) de alecrim
§  1 litro de água

Preparação:
Ferver a água e em seguida, despejar sobre as ervas secas.
Abafar o bule por 15 minutos.
Coar e estará pronto para o consumo.

Posologia:
A dica é tomar o chá em pequenas porções ao longo do dia.
Coloque em uma garrafa e vá bebendo aos pouco, quanto tiver cede.
Durante uma semana, beba o chá e siga uma dieta livre de toxinas, preferindo as frutas, verduras e cereais integrais.


Não fazer este procedimento por um tempo longo.


Fonte: http://natural.enternauta.com.br

sábado, 13 de abril de 2013

Xarope de Maçã
 


O xarope de maçã, que pode ser usado para dor de garganta, rouquidão e tosse, pois além de conter, vitaminas e sais minerais e antioxidantes, a maçã também efeito expectorante, pois a textura do xarope ajuda a limpar as vias aéreas
A receita é eficaz e muito prática. Uma vez que os ingredientes estão presentes na nossa casa diariamente.

Ingredientes:
  • 2 maçãs
  • ½ litro de água
  • 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo
Preparação:

Lave bem as maçãs e corte-as em quatro partes.
Coloque os pedaços para cozinhar em água fervente por cerca de 10 minutos.
Use um pano limpo para coar o sumo da maça.
Esprema com as mãos para extrair a maior quantidade de suco possível.
Junte o açúcar a essa mistura e leve novamente ao lume até engrossar.
Guarde o xarope é um pote de vidro esterilizado.

Dica: na falta do açúcar mascavo, use o açúcar cristal na mesma quantidade.

Posologia:

Tome 3 colheres (sopa) do xarope ao longo dia.


Importante: o xarope não deve ser consumido por diabéticos.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tosse Seca
 

Assa- Peixe, de nome científico Vernonia grandiflora Less. , é uma planta medicinal também conhecida como urtiga do Brasil.
É uma planta muito eficaz no tratamento de gripe e bronquite, aliviando sintomas como as dores nas costas e no peito.
Propriedades:
Balsâmica, expectorante, fortificante, hemostática e diuréticas.
Para que Serve:
Gripe. Bronquite, contusões, hemorróidas, limpeza de pele, afecções ­­uterinas, dor no peito, dor nas costas e tosse.
Contra- Indicações:
Não foram encontradas contra-indicações.
Efeitos Colaterais:
Não foram encontrados efeitos colaterais.
Modo de Usar:
Para preparar um chá basta adicionar 15g das folhas de urtiga do Brasil em 1 litro de água fervente, e beber 3 chavenas ao dia.
Este chá é fortificante e diminui os sintomas de tosse seca, gripe e bronquite.

quinta-feira, 11 de abril de 2013


Tosse, o que é?????






A tosse é um movimento de ar, súbito, ruidoso e violento, que tende a esvaziar as vias respiratórias.
Tossir, um reflexo familiar mas complexo, é uma forma de protecção dos pulmões e das vias aéreas. Junto com outros mecanismos, a tosse ajuda os pulmões a desprenderem-se das partículas aspiradas. A tosse, por vezes, é acompanhada de expectoração, uma mistura de mucosidade, desperdícios e células, que é expulsa pelos pulmões.
Os tipos de tosse variam consideravelmente. Uma tosse pode ser esgotante, especialmente se os acessos são acompanhados de dor torácica, de falta de ar ou de uma quantidade significativa de expectoração, também chamada escarro. No entanto, quando a tosse persiste durante muito tempo, como pode acontecer no caso de um fumador com bronquite crónica, é possível que este nem se aperceba disso.
Uma pessoa pode produzir expectoração sem tossir ou ter tosse seca sem expectoração. O aspecto da expectoração contribui para o diagnóstico do médico, se:
 - aspecto amarelo, verde ou pardo, pode indicar uma infecção por bactérias.
 -transparente, branca ou aquosa, não se trata de uma infecção bacteriana, mas da presença de um vírus, de uma alergia ou de uma substância irritante.

Tratamento
Geralmente, não se deveria suprimir a tosse com muita expectoração, dado que esta desempenha um papel importante na limpeza das vias respiratórias. É mais importante tratar a causa subjacente, que pode ser uma infecção, a presença de líquido nos pulmões ou uma alergia. Por exemplo, podem administrar-se antibióticos se se tratar de uma infecção ou anti-histamínicos se se tratar de uma alergia.
Os medicamentos para a tosse podem utilizar-se para combater uma tosse seca (a que não é acompanhada de expectoração), se esta for incómoda. Também em certas circunstâncias, como, por exemplo, quando alguém está cansado mas não consegue dormir, podem utilizar-se produtos para aliviar a tosse, embora estes induzam expectoração. A tosse trata-se com dois grupos de fármacos: antitússicos e expectorantes.

 Terapia antitússica
Os fármacos antitússicos suprimem a tosse. A codeína, um narcótico, é um calmante (analgésico) que suprime a tosse ao inibir o centro da tosse no cérebro, mas pode causar sonolência. Pode também provocar náuseas, vómitos ou obstipação. Se se tomar codeína durante um período prolongado, é possível que se tenha de aumentar a dose necessária para suprimir a tosse.
O dextrometorfano não é um analgésico, mas inibe eficazmente o centro da tosse no cérebro. Esta substância, que se encontra em muitos remédios contra a tosse, de venda sem prescrição médica, não causa adição nem produz sonolência.
Os emolientes formam uma película protectora sobre o revestimento irritado. São úteis para a tosse causada por uma irritação da laringe. Os emolientes apresentam-se sob a forma de comprimidos e de xarope.
A inalação de vapor, utilizando por exemplo um vaporizador, pode suprimir a tosse reduzindo a irritação da faringe e das vias respiratórias. A humidade do vapor amolece também as secreções, facilitando a expectoração. Pode conseguir-se o mesmo resultado com um humidificador de vapores frios.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tosse


• Ferver em 1 litro de água, 50 gramas de raiz de bardana durante 12 minutos. Tomar 3 chávenas pequenas por dia adoçadas com mel.

• Tomar 80 gramas diárias do sumo fresco de parietária (folhas e talos) adoçado com mel.

• Coloque 50 gramas de verônica em 1 litro de água fervente e deixe por 20 minutos em repouso. Tome 3 chávenas pequenas por dia, com mel.

• Coloque 40 gramas de folhas de poejo em 1 litro de água fervente e deixe por 15 minutos. Tome 2 chávenas pequenas diariamente, com mel.

• Em 1 litro de água fervente coloque 40 gramas de hera terrestre e deixe repousar por 20 minutos. Tome chávenas por dia, com mel.

• Colocar 10 gramas de pétalas de papoula em 1 litro de água fervente e deixar por 20 minutos. Tomar chávenas pequenas por dia, com mel.

• Em 1 litro de água fervente coloque 80 gramas de folhas de alface e deixe em repouso por meia hora. Tome chávenas por dia, com mel.

• Coloque 40 gramas de flores de erva-gato em 1 litro de água fervente e deixe por 20 minutos. Tome 3 chávenas pequenas ao dia, com mel.

• Faça um xapore de guaco-trepador  colocando a planta para ferver. Depois coe, tirando as folhas, e adicione açúcar e 1 colher de mel. Ferva novamente e, quando fizer bolhas, retire do fogo. Tome 1 colher das de sopa pela manhã e outra, ao deitar.

• Corte rodelas finas de beterraba e espalhe mel sobre elas. Deixe no sereno por uma noite e tome várias colheres ao dia do xarope que se forma.

terça-feira, 19 de março de 2013

Hipertensão arterial


A hipertensão arterial é, geralmente, uma afecção sem sintomas na qual a elevação anormal da pressão dentro das artérias aumenta o risco de perturbações como o AVC, a ruptura de um aneurisma, uma insuficiência cardíaca, um enfarte do miocárdio e lesões do rim, sendo apelidado por  «o assassino silencioso» porque, geralmente não causa sintomas durante muitos anos (até que lesiona um órgão vital).

Quando se mede a pressão arterial, registam-se dois valores. O mais elevado produz-se quando o coração se contrai (sístole); o mais baixo corresponde à relaxação entre um batimento e outro (diástole). A pressão arterial transcreve-se como a pressão sistólica seguida de uma barra e, em seguida, a pressão diastólica [por exemplo, 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio)]. Esta medição seria lida como «cento e vinte, oitenta».

A pressão arterial elevada define-se como uma pressão sistólica em repouso superior ou igual a 140 mm Hg, uma pressão diastólica em repouso superior ou igual a 90 mmHg, ou a combinação de ambas. Na hipertensão, geralmente, tanto a pressão sistólica como a diastólica estão elevadas.

Na hipertensão sistólica isolada, a pressão sistólica é superior ou igual a 140 mmHg, mas a diastólica é menor que 90 mmHg (isto é, esta última mantém-se normal).

A hipertensão sistólica isolada é sempre mais frequente na idade avançada. Quase em todas as pessoas a pressão arterial aumenta com a idade, com uma pressão sistólica que aumenta até os 80 anos pelo menos e uma pressão diastólica que aumenta até aos 55 a 60 anos, para depois estabilizar-se e inclusive descer.

A hipertensão maligna é uma pressão arterial muito elevada que, se não for tratada, costuma provocar a morte num período de 3 a 6 meses. É bastante rara e produz-se somente em cerca de uma em cada 200 pessoas com hipertensão arterial, embora os índices de frequência mostrem variações em função de diferenças étnicas (maior frequência em doentes de raça negra), de sexo (sendo mais frequente nos homens) e de condição socioeconómica (com maior incidência em doentes de classe baixa). A hipertensão maligna é uma urgência médica.

Controlo da pressão arterial
A elevação da pressão nas artérias pode dever-se a vários mecanismos. Por exemplo, o coração pode bombear com mais força e aumentar o volume de sangue que expulsa em cada batimento. Outra possibilidade é que as grandes artérias percam a sua flexibilidade normal e se tornem rígidas, de modo a não poderem expandir-se quando o coração bombeia sangue através delas. Por esta razão, o sangue proveniente de cada batimento vê-se forçado a passar por um espaço menor do que o normal e a pressão aumenta. Isto é o que acontece aos idosos cujas paredes arteriais se tornaram grossas e rígidas devido à arteriosclerose. A pressão arterial aumenta de forma similar na vasoconstrição [quando as artérias minúsculas (arteríolas) se contraem temporariamente pela estimulação dos nervos ou das hormonas circulantes]. Por último, a pressão arterial pode aumentar se se incrementar o afluxo de líquido ao sistema circulatório. Esta situação verifica-se quando os rins funcionam mal e não são capazes de eliminar sal e água em quantidade suficiente.

O resultado é que o volume de sangue aumenta e, como consequência, aumenta a pressão arterial.Pelo contrário, se a função de bombeamento do coração diminui, se as artérias estão dilatadas ou se se perde líquido do sistema, a pressão desce. As modificações destes factores são regidas por alterações no funcionamento renal e no sistema nervoso autónomo (a parte do sistema nervoso que regula várias funções do organismo de forma automática).

O sistema nervoso simpático, que faz parte do sistema nervoso autónomo, é responsável pelo aumento temporário da pressão arterial quando o organismo reage diante de uma ameaça. O sistema nervoso simpático incrementa a frequência e a força dos batimentos cardíacos. Produz também uma contracção da maioria das arteríolas, mas, em contrapartida, dilata as de certas zonas, como as dos músculos, onde é necessário um maior fornecimento de sangue. Além disso, o sistema nervoso simpático diminui a eliminação de sal e de água pelo rim e, como consequência, aumenta o volume de sangue.

Deste modo, produz a libertação de hormonas  que estimulam o coração e os vasos sanguíneos.
Os rins controlam a pressão arterial de vários modos:
-  pressão arterial aumenta: aumenta a eliminação de sal e de água, o que faz descer o volume de sangue e normaliza a pressão arterial.
- pressão arterial diminui: os rins reduzem a eliminação de sal e de água; em consequência, o volume sanguíneo aumenta e a pressão arterial volta aos seus valores normais.

Dado que os rins são importantes para controlar a pressão arterial, muitas doenças e anomalias renais elevam a pressão arterial.

Sempre que, por qualquer causa, se verifique um aumento da pressão arterial,
desencadeia-se um mecanismo de compensação que neutraliza e mantém a pressão a níveis normais. Portanto, um aumento do volume de sangue bombeado pelo coração que tende a aumentar a pressão arterial faz com que os vasos sanguíneos se dilatem e que os rins aumentem a eliminação de sal e de água, o que tende a reduzir a pressão arterial. No entanto, em caso de arteriosclerose, as artérias tornam-se rígidas e não podem dilatar-se, e por isso a pressão arterial não desce aos seus níveis normais. As alterações arterioscleróticas nos rins podem alterar a sua capacidade para eliminar sal e água, o que tende a aumentar a pressão arterial.

Causas
Para cerca de 90 % das pessoas com pressão arterial elevada, a causa é desconhecida. Essa situação denomina-se hipertensão essencial ou primária. A hipertensão essencial pode ter mais de uma causa. Provavelmente, uma combinação de diversas alterações no coração e nos vasos sanguíneos produz a subida da pressão arterial.

Quando a causa é conhecida, a afecção denomina-se hipertensão secundária. Entre 5 % e 10 % dos casos de hipertensão arterial têm como causa uma doença renal. Entre 1 % e 2 % têm a sua origem numa perturbação hormonal ou no uso de certos fármacos, como os anticoncepcionais orais (pílulas para o controlo da natalidade).

A obesidade, um hábito de vida sedentária, o stress e o consumo excessivo de álcool ou de sal são, provavelmente, factores de risco no aparecimento da hipertensão arterial em pessoas que possuem uma sensibilidade hereditária. O stress tende a fazer com que a pressão arterial aumente temporariamente, mas, de um modo geral, regressa à normalidade uma vez que ele tenha desaparecido. Isto explica a «hipertensão da bata branca», na qual o stress causado por uma ida ao consultório do médico faz com que a pressão arterial suba o suficiente para que se faça o diagnóstico da hipertensão em alguém que, noutros momentos, teria uma pressão arterial normal. Julga-se que, nas pessoas com esta tendência, estes breves aumentos da pressão causam lesões que, finalmente, provocam uma hipertensão arterial permanente, inclusive quando o stress desaparece. No entanto, esta teoria segundo a qual os aumentos transitórios da pressão arterial podem dar lugar a uma pressão elevada de forma permanente não foi demonstrada.

Sintomas
Habitualmente, a hipertensão arterial é assintomática, apesar da coincidência no aparecimento de certos sintomas que muita gente considera (erradamente) associados à mesma: cefaleias, hemorragias nasais, vertigem, ruborização facial e cansaço.
Embora as pessoas com uma pressão arterial elevada possam ter estes sintomas, eles também podem aparecer com a mesma frequência em indivíduos com uma pressão arterial normal.

No caso de uma hipertensão arterial grave ou de longa duração que não receba tratamento, os sintomas como cefaleias, fadiga, náuseas, vómitos, dispneia, desassossego e visão esfumada verificam-se devido a lesões no cérebro, nos olhos, no coração e nos rins.


Às vezes, as pessoas com hipertensão arterial grave desenvolvem sonolência e inclusive coma por edema cerebral (acumulação anormal de líquido no cérebro). Este quadro, chamado encefalopatia hipertensiva, requer um tratamento urgente.

Diagnóstico
A pressão arterial determina-se depois de a pessoa ter estado sentada ou deitada durante 5 minutos. Uma leitura de 140/90 mmHg ou mais é considerada alta, mas o diagnóstico não pode basear-se numa só medição. Às vezes, inclusive várias determinações elevadas não são suficientes para efectuar o diagnóstico. Quando se regista uma medição inicial elevada, deve determinar-se de novo e depois mais duas vezes em dias diferentes, para se assegurar de que a hipertensão persiste. As leituras não só indicam a presença de hipertensão arterial, como também permitem classificar a sua gravidade.

Quando se tiver estabelecido o diagnóstico de hipertensão arterial, habitualmente avaliam-se os seus efeitos sobre os órgãos principais, sobretudo os vasos sanguíneos, o coração, o cérebro e os rins. A retina (a membrana sensível à luz que reveste a superfície interna da parte posterior do olho) é o único lugar onde se podem observar directamente os efeitos da hipertensão arterial sobre as arteríolas. Julga-se que as alterações na retina são semelhantes às dos vasos sanguíneos de qualquer outra parte do organismo, como os rins. O grau de deterioração da retina (retinopatia) permite classificar a gravidade da hipertensão arterial.

As alterações no coração detectam-se com um electrocardiograma e um ecocardiograma, devendo o doente realizar uma Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial (MAPA),  que vai permitir ao médico ter uma noção de como a pressão arterial do doente em questão se comporta durante as sua atividades diárias normais.

As lesões iniciais do rim detectam-se através de uma análise da urina. A presença de células sanguíneas e albumina (um tipo de proteína) na urina, por exemplo, pode indicar a presença de tal afecção.

É, igualmente, necessário procurar a causa da pressão arterial elevada,pois quanto maior for a  pressão arterial e mais jovem for o doente, mais aprofundada deve ser a pesquisa da causa. A avaliação inclui radiografias e estudos dos rins com isótopos radioactivos, uma radiografia do tórax e determinações de certas hormonas no sangue e na urina.

Prognóstico
Quando a pressão arterial elevada não é tratada, aumenta o risco de se desenvolver uma doença cardíaca (como a insuficiência cardíaca ou um enfarte de miocárdio), uma insuficiência renal e um AVC (acidente vascular cerebral) numa idade jovem. A hipertensão arterial é o factor de risco mais importante de AVC e é também um dos três factores principais de risco de enfarte do miocárdio, juntamente com o hábito de fumar e os valores de colesterol elevados. Os tratamentos que fazem descer a pressão arterial elevada diminuem o risco de AVC e de insuficiência cardíaca. Também diminui o risco de enfarte, embora não de forma tão clara. Menos de 5 % dos doentes com hipertensão maligna sem tratamento sobrevivem mais de um ano.

Tratamento
A hipertensão essencial não tem cura, mas o tratamento previne as complicações. Devido ao facto de a pressão arterial em si mesma não produzir sintomas, o médico procura evitar tratamentos incómodos, trabalhosos ou que interfiram com os hábitos de vida. Antes de prescrever a administração de fármacos, é recomendável aplicar medidas alternativas.

No caso de excesso de peso e de pressão arterial elevada, aconselha-se reduzir o peso até ao seu nível ideal. Deste modo, são importantes as alterações na dieta em pessoas com diabetes, que são obesas ou que têm valores de colesterol altos, para manter um bom estado de saúde cardiovascular em geral. Se se reduzir o consumo de sódio para menos de 2,3 g ou de cloreto de sódio para menos de 6 g por dia (mantendo um consumo adequado de cálcio, de magnésio e de potássio) e se se reduzir o consumo diário de álcool para menos de 750 ml de cerveja, 250 ml de vinho ou 65 ml de whisky, pode não ser necessário o tratamento farmacológico. É também muito útil fazer exercícios aeróbicos moderados. As pessoas com hipertensão essencial não têm de restringir as suas actividades se têm a
sua pressão arterial controlada. Por último, os fumadores deveriam deixar de fumar.
É aconselhável que as pessoas com pressão arterial elevada controlem a sua pressão no seu próprio domicílio. Essas pessoas provavelmente estarão mais dispostas a seguir as recomendações do médico em relação ao tratamento.

Tratamento farmacológico
Em teoria, qualquer pessoa com hipertensão arterial pode conseguir controlar-se dado que se dispõe de uma ampla variedade de fármacos, mas o tratamento tem de ser individualizado. Além disso, é mais eficaz quando ambos, doente e médico, têm uma boa comunicação e colaboram com o programa de tratamento.

Diversos tipos de fármacos reduzem a pressão arterial através de mecanismos diferentes. Por isso, alguns médicos costumam utilizar um tratamento escalonado. Inicia-se com um fármaco ao qual se juntam outros quando for necessário. Também se pode efectuar uma aproximação sequencial: prescreve-se um fármaco e, se não for eficaz, interrompe-se e administra-se outro. Ao escolher um fármaco, consideram-se factores como: a idade, o sexo e a etnia do doente, o grau de gravidade da hipertensão, a presença de outras perturbações, como diabetes ou valores elevados de colesterol, os efeitos secundários prováveis (que variam de um fármaco para outro) e os custos dos fármacos e das análises necessárias para controlar a sua segurança.

Habitualmente, os doentes toleram bem os fármacos anti-hipertensivos que se lhes prescrevem. Mas qualquer fármaco anti-hipertensivo pode provocar efeitos secundários. Deste modo, se estes aparecerem, dever-se-á informar disso o médico para que ajuste a dose ou mude o fármaco.

Fonte: Manual da Merck

segunda-feira, 18 de março de 2013

 Asma, o que é?
A asma é uma doença caracterizada pelo estreitamento dos brônquios devido ao aumento da reactividade brônquica face a diversos estímulos que produzem a inflamação; o estreitamento das vias aéreas é reversível. afectando muitos milhões de pessoas, verifica-se que a sua frequência vai aumentando, tornando-se cada vez  mais grave, com um aumento de hospitalização entre os afectados.



Causas

Os brônquios das pessoas que sofrem de asma estreitam-se como resposta a certos estímulos que não afectam as vias aéreas dos pulmões normais, podendo ser provocado pela reacção a substâncias que produzem alergia, como o pólen, os ácaros presentes no pó da casa, as escamas do pêlo dos animais, o fumo, o ar frio e o exercício. Durante um ataque de asma, os músculos lisos dos brônquios provocam um espasmo e os tecidos que revestem as vias aéreas inflamam-se, segregando muco. Este facto reduz o diâmetro dos brônquios (processo chamado de broncoconstrição), obrigando a pessoa a desenvolver um esforço maior para que o ar entre e saia dos seus pulmões.
Crê-se que certas células das vias aéreas, particularmente os mastócitos sejam a causa do estreitamento. Os mastócitos estão distribuídos pelos brônquios e libertam substâncias como a histamina e os leucotrienos que provocam a contracção da musculatura lisa, estimulam um aumento de secreção do muco e a migração de certos glóbulos brancos. Os mastócitos podem libertar essas substâncias como resposta a algum estímulo que reconheçam como estranho (um alergénio), como o pólen, os ácaros presentes no pó da casa ou nas escamas do pêlo dos animais. No entanto, a asma é também frequente e grave em muitas pessoas sem alergias definidas. Acontece uma reacção semelhante quando uma pessoa com asma faz exercício ou respira ar frio. Igualmente, o stress e a ansiedade podem fazer com que os mastócitos libertem histamina e leucotrienos. Os eosinófilos, outro tipo de células que se encontram nas vias aéreas das pessoas que sofrem de asma, libertam substâncias adicionais, que incluem os leucotrienos e outras substâncias, contribuindo assim para o estreitamento da via respiratória.

Sintomas e complicações

Os ataques de asma variam em frequência e em intensidade. Algumas pessoas que sofrem de asma não têm sintomas a maior parte do tempo, com episódios ligeiros de falta de ar, breves e ocasionais. Por outro lado, outras tossem e têm sibilos quase continuamente e sofrem também de ataques graves depois de infecções virais, esforços ou exposição a agentes alergénicos ou irritantes. O choro ou um riso forte também podem provocar sintomas.
Um ataque de asma pode começar de repente com respiração sibilante, tosse e dispneia. Os sibilos são particularmente perceptíveis quando a pessoa expira. Outras vezes, um acesso de asma pode começar lentamente, com sintomas que se agravam de forma gradual. Em ambos os casos, os indivíduos com asma habitualmente sentem primeiro falta de ar, tosse ou uma opressão no peito. O ataque pode desaparecer em poucos minutos ou pode durar horas ou inclusive dias. O prurido no peito ou no pescoço pode ser um sintoma inicial, especialmente nas crianças. A tosse seca à noite ou durante o exercício pode ser o único sintoma.
A dispneia pode tornar-se grave durante um ataque de asma, criando ansiedade. Instintivamente, a pessoa senta-se e inclina-se para a frente, usando o pescoço e os músculos do tórax para ajudar na respiração, mas apesar disso continua a necessitar de ar. O suor é uma reacção frequente ao esforço e à ansiedade.
Durante um ataque agudo, a pessoa só pode balbuciar algumas palavras entre os esforços para respirar. No entanto, a respiração sibilante pode diminuir, dado que é escasso o ar que entra e sai dos pulmões. A confusão, a sonolência e a pele de cor azulada (cianose) são sinais de diminuição grave de oxigénio no sangue que requerem um tratamento de urgência. Geralmente, a pessoa restabelece-se completamente, inclusive de um ataque de asma grave.
Embora seja raro, alguns alvéolos podem romper-se e o ar acumular-se na cavidade pleural (espaço compreendido entre os folhetos da membrana que envolve o pulmão) ou à volta dos órgãos no tórax. Estas complicações pioram a dispneia.

Diagnóstico

O diagnostico pode ser feito através de:
- Espirometrias: confirmar-se através dar epetição das provaspetidas, que indicam que o estreitamento da via respiratória diminuiu e é portanto reversível
- Provas de provocação brônquica: se a espirometria der resultado negativo ou inconclusivo, este exame através da inalação  broncoconstritores em aerossol que em pessoas normais não tem efeito. Se as vias aéreas se estreitarem após a inalação, confirma-se o diagnóstico de asma.
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- Testes de alergia cutânea permite identificar os alergénios que desencadeiam os sintomas da asma. É de salientar que a resposta alérgica a um teste cutâneo não significa necessariamente que esse alergénio que se está a analisar seja o causador da asma. O próprio indivíduo deve aperceber-se se os ataques se verificam depois da exposição a esse alergénio.

Tratamento crónico da asma

Um ataque de asma deve tratar-se o mais rapidamente possível para dilatar as vias aéreas pulmonares. Geralmente utilizam-se os mesmos fármacos administrados para prevenir um ataque, mas em doses mais elevadas ou em formulações diferentes.
Dado que os indivíduos com asma grave têm, frequentemente, uma concentração de oxigénio no sangue inferior à normal, podem receber oxigénio durante os ataques enquanto se lhes administra outro tratamento. Em caso de desidratação, o afectado pode receber líquidos por via endovenosa. Os antibióticos podem também ser necessários quando exista suspeita de infecção.. Os doentes com ataques de asma muito fortes podem necessitar de respiração assistida.
Um dos tratamentos mais correntes e eficazes para a asma é um inalador que se enche com um estimulante dos receptores beta-adrenérgicos. São geralmente inaladores com dosímetro, pequenos contentores manuais que contêm gás à pressão. A pressão faz com que o fármaco se pulverize com um conteúdo específico do medicamento. As pessoas que têm dificuldade com o uso do inalador, podem usar aparelhos difusores ou de retenção. Com qualquer tipo de inalador é fundamental uma técnica apropriada, dado que, se o dispositivo não for usado adequadamente, o fármaco não chega às vias respiratórias. O uso excessivo de inaladores pode indicar que a pessoa tem uma asma potencialmente mortal ou que está a sofrer os efeitos secundários do uso excessivo, como uma frequência cardíaca irregular.
Se um inalador simples não contém medicação suficiente para aliviar os sintomas durante 4 a 6 semanas, podem acrescentar-se ao regime diário o cromoglicato ou corticosteróides por inalação. Pode também associar-se teofilina quando os sintomas são persistentes, especialmente durante a noite.
Como evitar as causas mais frequentes dos ataques de asma
Os alergénios domésticos mais frequentes são os ácaros do pó de casa, as penas, as baratas e as escamas dos pêlos dos animais. Qualquer acção para reduzir a exposição a estes alérgenos pode diminuir o número ou a gravidade dos ataques. É possível reduzir a exposição aos ácaros tirando as alcatifas e mantendo baixa, durante o Verão, a humidade relativa (de preferência, abaixo de 50%) através do uso do ar condicionado. Também as almofadas e os forros dos colchões podem ajudar a reduzir a exposição a estes ácaros. Devem evitar-se os cães e os gatos, com o objectivo de diminuir as alergias provocadas pelas escamas dos seus pêlos.
Devem também evitar-se os fumos irritantes, como o dos cigarros. Em alguns indivíduos que sofrem de asma, a aspirina e outros fármacos anti-inflamatórios não esteróides provocam ataques. A tartrazina, um corante amarelo utilizado em pastilhas medicamentosas e em alimentos, pode também provocar um ataque. Os sulfatos, que se juntam aos alimentos como conservantes, podem desencadear ataques em pessoas propensas, depois de terem comido saladas num restaurante ou ter bebido cerveja ou vinho tinto.

Fonte: Manual da Merck